AIDS

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O que é HIV



HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações. 
Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

O que é janela imunológica

Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da aids e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue. Esses anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV e os exames irão detectar a presença dos anticorpos, o que confirmará a infecção pelo vírus.
O período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame (quanto à sensibilidade e especificidade) e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo é maior. O teste de 120 dias serve apenas para detectar os casos raros de soroconversão – quando há mudança no resultado.
Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de apresentar um falso resultado negativo. Portanto, é recomendado esperar de 30 a 60 dias e fazer o teste novamente.
É importante que, no período de janela imunológica, a pessoa sempre faça sexo com camisinha e não compartilhe seringas , pois, se estiver realmente infectada, já poderá transmitir o HIV para outras pessoas.

Sintomas e fases da aids


Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 8 a 12 semanas após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.
A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.
Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, faça o teste!

Acompanhamento médico

O acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial, tanto para quem não apresenta sintomas e não toma remédios (fase assintomática), quanto para quem já exibe algum sinal da doença e segue tratamento com os medicamentos antirretrovirais, fase que os médicos classificam como aids.
Nas consultas regulares, a equipe de saúde precisa avaliar a evolução clínica do paciente. Para isso, solicita os exames necessários e acompanha o tratamento. Tomar os remédios conforme as indicações do médico é fundamental para ter sucesso no tratamento. Isso é ter uma boa adesão.
O uso irregular dos antirretrovirais (má adesão ao tratamento) acelera o processo de resistência do vírus aos medicamentos, por isso, toda e qualquer decisão sobre interrupção ou troca de medicamentos deve ser tomada com o consentimento do médico que faz o acompanhamento do soropositivo. A equipe de saúde está apta a tomar essas decisões e deve ser vista como aliada, pois juntos devem tentar chegar à melhor solução para cada caso.
Exames de rotina
No atendimento inicial, são solicitados os seguintes exames: sangue (hemograma completo), fezes, urina, testes para hepatites B e C, tuberculose, sífilis, dosagem de açúcar e gorduras (glicemia, colesterol e triglicerídeos), avaliação do funcionamento do fígado e rins, além de raios-X do tórax.
Outros dois testes fundamentais para o acompanhamento médico são o de contagem dos linfócitos T CD4+Teste de CD4 - é o melhor indicador de como está funcionando o sistema imunológico. e o de carga viralTeste de carga viral - o resultado mostra se o vírus está se reproduzindo no organismo. (quantidade de HIV que circula no sangue). Eles são cruciais para o profissional decidir o momento mais adequado para iniciar o tratamento ou modificá-lo. Como servem para monitorar a saúde de quem toma os antirretrovirais ou não, o Consenso de Terapia Antirretroviral recomenda que esses exames sejam realizados a cada três ou quatro meses.
Determinada pelo médico, a frequência dos exames e das consultas é essencial para controlar o avanço do HIV no organismo e determina o tratamento mais adequado em cada caso.
Onde fazer?
Normalmente, a coleta de sangue para realizar todos os exames pedidos pelo médico é feita no próprio serviço em que a pessoa é acompanhada, o Serviço de Assistência Especializada (SAE), e enviada para os Laboratórios Centrais (LACEN), unidades públicas de saúde que realizam os exames especializados gratuitamente.

Compra e distribuição de medicamentos e insumos de prevenção

Extra contents: Comentários
O Brasil é um dos primeiros países a adotar políticas de saúde significativas para interromper a cadeia de transmissão do vírus e melhorar o atendimento dos portadores do HIV. As mais importantes delas são a distribuição recorde de mais de 465 milhões de preservativos em todo o país em 2009 e o acesso universal e gratuito da população aos medicamentos usados no tratamento da aids.
Governos federal e estaduais possuem responsabilidades diferentes na compra e distribuição de insumos de prevenção, de medicamentos antiaids e que combatem as hepatites virais, além dos testes de laboratório para diagnosticar o HIV/aids.


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Censo 2010: população do Brasil é de 190.732.694 pessoas

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Após cerca de quatro meses de trabalho de coleta e supervisão, durante os quais trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores, o resultado do Censo 2010 indica 190.732.694 pessoas para a população brasileira em 1º de agosto, data de referência. Em comparação com o Censo 2000, ocorreu um aumento de 20.933.524 pessoas. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000). O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%.
A região Sudeste segue sendo a região mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).
Entre as unidades da federação, São Paulo lidera com 41.252.160 pessoas. Por outro lado, Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas. Houve mudanças no ranking dos maiores municípios do país, com Brasília (de 6º para 4º) e Manaus (de 9º para 7º) ganhando posições. Por outro lado, Belo Horizonte (de 4º para 6º), Curitiba (de 7º para 8º) e Recife (8º para 9º) perderam posições.
Os resultados mostram que existem 95,9 homens para cada 100 mulheres, ou seja existem mais 3,9 milhões de mulheres a mais que homens no Brasil. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens. A população brasileira é composta por 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens.
Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP). Já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP). O Censo 2010 apurou ainda que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. Bahia é a unidade da federação a contar com mais brasileiros centenários (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597)
O Censo Demográfico compreendeu um levantamento exaustivo de todos os domicílios do país. Foram visitados 67,6 milhões de domicílios e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. A partir do dia 4 de novembro, o IBGE realizou um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE,) em todas as 27 Unidades da Federação e nos municípios brasileiros. As comissões funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.
Do total dos 67,6 milhões de domicílios recenseados, os moradores foram entrevistados em 56,5 milhões de domicílios. Foram classificados como fechados 901 mil domicílios, em que não foi possível realizar as entrevistas presenciais, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nesses domicílios fechados. Esta é uma prática já adotada por institutos oficiais de estatísticas internacionais de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Nova Zelândia, igualmente já utilizada na Contagem de 2007 realizada pelo IBGE. A metodologia consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha foi aleatória, levando em conta a unidade da federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural.
O Censo Demográfico encontrou ainda 6,1 milhões domicílios vagos,ou seja, aqueles que não tinham morador na data de referência, mesmo que, posteriormente, durante o período da coleta, tivessem sido ocupados. Casas colocadas à venda (ou de aluguel) e abandonadas são exemplos de domicílios vagos. Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões, são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outro fim. Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores, etc) foi de 110mil. Em 2000, do total de 54,2 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.
Iniciado em 1º de agosto de 2010, os 191 mil recenseadores percorreram os 5.565 municípios brasileiros e as entrevistas implicaram no recenseamento da população por meio de três métodos: entrevista presencial, questionário pela Internet e, por fim, a estimação do número de moradores em domicílios fechados.
Em suma, o Censo Demográfico 2010 consiste na visita exaustiva de todos os domicílios e entrevistas. O IBGE agradece aos participantes das Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE) e à população pelas informações prestadas. O IBGE espera que os dados coletados sirvam de base para o planejamento público e privado, em favor da melhoria das condições de vida da sociedade brasileira.
Amapá se destaca no crescimento populacional
Embora com perda de participação, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro representam 40,28% no total da população em 2010 (frente aos 40,82% em 2000). Em dez anos, os destaques de crescimento foram verificados no Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%). Por outro lado, os menores percentuais ocorreram no Rio Grande do Sul (4,98%), Bahia (7,28%) e Paraná (9,16%).
Brasília e Manaus mudam de posição entre os 10 maiores.
Houve mudanças nos rankings tanto dos 10 municípios mais populosos quanto dos de menor população. Na parte de cima, Belo Horizonte, Curitiba e Recife perderam posição frente aos números de 2000. Por outro lado, Brasília e Manaus subiram de posição, cada um, na lista dos mais populosos.
Já entre os de menor população, André da Rocha (RS) e Nova Castilho (SP) elevaram sua posição. Lavandeira, Rio da Conceição, Tupirama e Ipueiras, todos municípios de Tocantins, saíram da lista dos menos populosos; cederam lugar a Miguel Leão (PI), Uru (SP), Cedro do Abaeté (MG), Araguainha (MT).
 
População urbana sobe de 81,25% para 84,35%
Já em 2010, apenas 15,65% da população (29.852.986 pessoas) viviam em situação rural, contra 84,35% em situação urbana (160.879.708 pessoas). Entre os municípios, 67 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 775 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, apenas nove tinham mais de 90% de sua população vivendo em situação rural.
Em 2000, da população brasileira 81,25% (137.953.959 pessoas) viviam em situação urbana e 18,75% (31.845.211 pessoas) em situação rural. Entre os municípios, 56 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 523 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, 38 tinham mais de 90% vivendo em situação rural e o único município do país a ter 100% de sua população em situação rural era Nova Ramada (RS).
Em dez anos 19 municípios dobraram população
Desde 2000, 19 municípios mais que dobraram sua população – o de maior crescimento foi Balbinos (SP), com 199,47% de crescimento; seguido por Rio das Ostras (RJ), com 190,39%; e Pedra Branca do Amapari (AP), com 168,72%. Na tabela abaixo, é possível verificar a lista completa.
Por outro lado, 1.520 municípios registraram população inferior à existente em 2000. Na tabela abaixo, é possível verificar as cinco maiores quedas.
Homens são maioria em Balbinos (SP). Mulheres, em Santos (SP)
Em 2010, os municípios com maior proporção de homens são: Balbinos (SP), Pracinha (SP) e Lavínia (SP). As listas com os 10 maiores percentuais dos Censos podem ser verificadas abaixo:
Já entre os de maior proporção de mulheres em 2010 se destacam: Santos (SP), Recife (PE) e São Caetano do Sul (SP). Veja os percentuais nas tabelas abaixo:

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NÚMERO DE HABITANTES EM NOSSA REGIÃO

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Arataca
10.403 (2010) — 11.218 (2000)
Aurelino Leal
13.599 — 17.149
Barra do Rocha
6.336 — 8.074
Barro Preto
6.453 — 8.602
Belmonte
21.838 — 20.032
Buerarema
18.622 — 19.118
Camacan
31.468 — 31.055
Canavieiras
32.331 –35.322
Caravelas
21.437 — 20.103
Coaraci
20.964 — 27.852
Dário Meira
12.841 — 15.222
Eunápolis
100.246 – 84.120
Firmino Alves
5.385 – 5.170
Floresta Azul
10.660 — 11.614
Gandu
30.329 — 27.160
Gongogi
8.344 — 10.522
Ibicaraí
24.241 — 28.861
Ibirapitanga
22.610 — 22.177
Ibirataia
18.946 — 24.741
Igrapiúna
13.347 — 14.960
Ilhéus
184.231 — 222.127
Ipiaú
44.430 — 43.621
Itabuna
204.710 — 196.675
Itacaré
24.340 — 18.120
Itagi
13.053 — 14.629
Itagibá
15.210 — 17.191
Itagimirim
7.110 — 7.728
Itaju do Colônia
7.278 — 8.580
Itajuípe
21.094 — 22.511
Itapé
10.986 – 14.639
Itapitanga
10.207 — 10.382
Jussari
6.467 — 7.556
Maraú
19.097 — 18.366
Mascote
14.640 — 16.093
Medeiros Neto
21.541 — 21.235
Mucuri
36.043 — 28.062
Nova Viçosa
38.537 — 32.076
Pau Brasil
10.853 — 13.048
Porto Seguro
126.770 — 95.721
Prado
27.612 — 26.498
Pres. Tancredo Neves
23.857 — 19.404
Santa Cruz Cabrália
26.198 — 23.888
Santa Cruz da Vitória
6.673 — 7.025
Santa Luzia
13.332 — 15.503
São José da Vitória
5.715 — 6.210
Teixeira de Freitas
138.491 — 107.486
Ubaitaba
20.697 — 23.854
Ubatã
25.015 — 21.803
Una
24.106 — 31.261
Uruçuca
19.840 — 20.323
Fonte:IBGE

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QUEM VENDE O VOTO NÃO MERECE O QUE RECEBEU

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Walmir Rosário | wallaw2008@hotmail.com
Para “destronar” a oposição da Câmara de Itabuna, o prefeito Capitão Azevedo determinou que fossem utilizados os meios disponíveis para “tomar de assalto” o legislativo itabunense. Recursos esses materiais ou humanos, não importando os custos da operação.
Inicialmente, autorizou o secretário da Fazenda, Carlos Burgos, a contratar um escritório de advocacia que tivesse experiência em ações contra o legislativo, com o compromisso de estudar quais as possibilidades de evitar a posse do atual primeiro-secretário, Roberto de Souza, na presidência da Câmara.
Na primeira investida, Burgos trouxe um advogado tido e havido como “caçador de vereadores”, cujo currículo constava a anulação de três eleições de mesas diretoras em municípios baianos. Aqui, estudou o caso em questão, afirmou a viabilidade da empreitada, cobrou o preço que julgou merecer.
Aprovado por Carlos Burgos, o preço, entretanto, foi considerado proibitivo pelo prefeito Azevedo. Ficou o dito pelo não dito, e o competente profissional voltou ao seu escritório sem atuar em Itabuna. Mas, antes de sair, deixou claro que daria conta do serviço e fez as recomendações.
Recomendações essas que foram aproveitadas por gente da casa, o advogado Sargento Raimundo, nomeado para proceder ao “despejo” de Roberto de Souza e seus aliados. Na operação inicial, uma turma foi destinada a realizar os trabalhos no âmbito do legislativo, tentando criar uma cisão entre os vereadores. E conseguiram.
Os antes denominados “independentes”, diante das propostas tentadoras do Executivo, foram cedendo às tentações e ampliando a base parlamentar do executivo. Descoordenada, a reação ordenada pelo prefeito descambou para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), cujo estrago maior atingiu em cheio um dos aliados: o presidente Clóvis Loiola, “pau-mandado” da dupla Azevedo/Burgos.
A segunda alternativa foi patrocinar um projeto de lei esdrúxulo que cancelasse a eleição anterior, responsável pela eleição de Roberto de Souza presidente da Câmara, em junho do ano passado, por unanimidade. A maior aberração jurídico-parlamentar contou com a aprovação da maioria dos vereadores, entre eles, claro, os eleitores da chapa encabeçada por Roberto de Souza.
Dos 12 vereadores presentes à chicana jurídico-parlamentar, nove votaram a favor da anulação do pleito anterior, inclusive vereadores que compõem a mesa diretora. Quer dizer, votaram contra eles mesmos, atendendo a uma determinação do prefeito capitão Azevedo e do secretário Burgos, numa atitude de desprendimento invejável a mais pobre dos franciscanos.
Destruída a primeira estratégia e como a segunda não tem como resistir uma análise perfunctória de qualquer juiz ou promotor, não restou alternativa ao “grupo palaciano” que não ingressar na justiça para tentar anular a eleição. E qual escritório de advocacia patrocina a causa? O do advogado Carlos Burgos, naturalmente.
E quais os vereadores que contrataram o escritório? Ruy Machado e Rose Castro. Enquanto o primeiro foi o idealizador do projeto de destituição de Loiola da presidência da Câmara, a segunda é irmã do deputado eleito Augusto Castro, cujo escritório de advocacia em que trabalha (mesmo não sendo ele advogado) tem como um dos principais clientes a prefeitura de Itabuna.
Coincidência ou não, na Câmara de Itabuna não existe vereador com vocação para Irmã Dulce, o que deixa subtendida a ideia de que existem “mais acordos pela governabilidade e pelo bem de Itabuna” do que se consegue imaginar. Agora, só resta aguardar quais são os candidatos da dupla Azevedo-Burgos que resolvem protagonizar mais uma farsa.
Como se diz vulgarmente, tanto não presta quem compra voto, como que os vende. Mas essa frase merece ser ampliada: Quem vende o voto não merece o que recebeu.
Não importando se na transação foi uma simples compra e venda cuja moeda de troca foi o real ou um escambo qualquer, como a troca de favores, na maioria das vezes nem sempre bem recomendados.
Esse é o presente de Natal que Itabuna recebe dos seus políticos, no ano do seu Centenário.
Walmir Rosário é jornalista, advogado e editor do site Cia da Notícia.

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Brasil tem um terço dos portadores de HIV da América Latina, diz ONU

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No Brasil, o número de mortes relacionadas à Aids ficou entre 2 mil e 25 mil em 2009.
Segundo relatório, país tem entre 460 mil e 810 mil contaminados
Cerca de um terço dos portadores do vírus HIV na América Latina são brasileiros, segundo aponta um estudo sobre a epidemia global de Aids divulgado nesta terça-feira pela ONU.
A pesquisa, realizada pelo programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids), também indica que 1,2 milhão de anos de vida de pacientes contaminados pelo HIV foram ganhos no Brasil entre 1996 e 2009, graças ao tratamento antirretroviral.
No entanto, segundo o estudo, a projeção do número de pessoas contaminadas com o vírus no Brasil cresceu nos últimos anos, ficando entre 460 mil e 810 mil pessoas em 2009, contra um mínimo de 380 mil e um máximo de 560 mil em 2001.
Entre 360 mil e 550 mil dos infectados com HIV no Brasil têm 15 anos ou mais, segundo informa o relatório. Já o número de mulheres adultas contaminadas no país em 2009 ficou entre 180 mil e 330 mil.
O número de mortes relacionadas à Aids no Brasil ficou entre 2 mil e 25 mil em 2009, contra um mínimo de 7,2 mil e um máximo de 24 mil em 2001. Já o número de novas infecções em 2009 se situou entre 18 mil e 70 mil.
A pesquisa indica ainda que o Brasil é um dos países de média e baixa renda com melhor situação em termo de prioridade de investimento para a prevenção do HIV. Entre zero e um, o país obteve uma nota 0,8 no índice.
A estimativa do número de infectados com o HIV nas Américas do Sul e Central cresceu pouco nos últimos anos, passando de algo entre 1 milhão e 1,3 milhão em 2001 para entre 1,2 milhão e 1,6 milhão em 2009.
Números globais
O número estimado de portadores do HIV em todo o mundo, segundo a Unaids, é de 33 milhões de pessoas. Em 2009, foram registrados 2,6 milhões de novos casos - uma redução de 19% em relação ao pico da epidemia, em 1999.
Já as mortes relacionadas à Aids no mundo ficaram em 1,8 milhão em 2009, uma queda em relação aos 2,1 milhões de 2004.
Segundo o estudo da ONU, o número de portadores do HIV com acesso a medicamentos antirretrovirais no mundo cresceu de 700 mil pessoas em 2004 para mais de 5 milhões em 2009.
A região da África subsaariana continua sendo a mais afetada pela epidemia no mundo. Estima-se que cerca de 70% das novas contaminações pelo vírus da Aids ocorram nesta parte do mundo.
O relatório considera que a epidemia global de Aids foi revertida e está em tendência de queda. A questão mais importante, para a Unaids, é atingir as metas de “zero discriminação, zero novas infecções pelo HIV e zero mortes relacionadas à Aids”.
FONTE: BBC BRASIL

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DOAÇÃO DE SANGUE

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Orientações para doadores de sangue  Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 18 e 65 anos;
- pesar mais de 50Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários - Febre- Gripe ou resfriado- Gravidez
- Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias- Uso de alguns medicamentos- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis
Cirurgias e prazos de impedimentos 
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
Impedimentos definitivos- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária
Intervalos para doação - Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)
Doe sangue com responsabilidade 
Você sabe o que é
janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para AIDS. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.
Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou pelos Centros de Testagem Anônima.
Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

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Dengue. Saiba como evitar

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Dengue. Saiba como evitar



Dengue: Que bicho é esse?

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Ele é escuro, com listras brancas, menor que um pernilongo. Tem por hábito picar durante o dia e se desenvolve em água PARADA e LIMPA.



Dengue: É melhor previnir?


Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Na hora de lavar o recipiente, passe um pano grosso ou bucha nas bordas. Substitua a água dos vasos de plantas por areia grossa umedecida.

Esvazie as garrafas sem uso. Elas devem ser guardadas de boca para baixo, de preferência em lugares cobertos.

Todo material descartável que acumula água. como copos de plástico, latas e tampinhas de garrafa, deve ser jogado no lixo.



Pneus velhos são um dos lugares preferidos do mosquito da dengue. Por isso, eles devem ser guardados em lugar coberto ou furados.




Mantenha as caixas d´água, poços, latões e filtros bem fechados.





Troque diariamente a água de bebedouros de animais. Leve bem o recipiente com uma escova ou bucha.




Mantenha limpas as calhas, lajes e piscinas.







Elimine a água acumulada em bambus, bananeiras, broméias, etc. Evite plantas que acumulem água, como gravatás, babosa, espada-de-São-Jorge, entre outras.



Dengue: Como dá para saber?
Os sintomas da dengue são febre alta, dores musculares e nas juntas, dor atrás dos olhos, fortes dores de cabeça, manchas avermelhadas na pele, fraqueza e falta de apetite. Pessoas que apresentam esses sintomas podem estar com dengue.

Dengue Hemorrágica: A mais perigosa.
A dengue hemorrágica é o tipo mais grave. Os sintomas iniciais são os mesmos da dengue comum. Só que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos, a pessoa sente fortes dores no abdômen e uma hora fica sonolenta, outra hora agitada. A dengue hemorrágica é muito perigosa e pode levar a pessoa à morte. Por isso, todo cuidado é pouco.

Dengue: O que se deve fazer?
A primeira coisa a ser feita é consultar um médico ou procurar um posto de saúde para obter orientação médica. Quanto antes for iniciado o tratamento, melhor.
A pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre. MAS CUIDADO: não use remédios à base de ácido acetil salicílico (aspirina e AAS). Evite a automedicação, consulte sempre um médico.

Dengue: Depende de cada Um

Se cada um fizer a sua parte, a cidade vai acabar com a dengue. Converse com sua família, com seus vizinhos, mostre a importância de participar desta campanha.
Entre na luta contra a dengue. Colabore.

O que é a Dengue?

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PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL

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O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI  foi implantado em nosso
municipio  concretizando o estabelecido em uma das atividades do Território da Cidadania em Itabuna com a presença de representantes do Poder Público e da sociedade civil.
O PETI em Jussari vai beneficiar inicialmente 130 crianças/adolescentes.
Cada beneficiado vai receber uma bolsa de R$ 25,00 que será repassado diretamente às famílias e o município receberá R$ 20,00 por cada criança atendida no programa para a manutenção da jornada ampliada e ações de promoção da geração de trabalho e renda, num total de R$ 2.600,00 mês, além de outros recursos que serão repassados durante o ano. No mês de setembro / 2010 foi repassado o valor de R$ 4.000,00 ( quatro mil reais ) para a manutenção do programa em nosso município.

O PETI É UM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL

O PETI é um Programa do Governo Federal que tem como objetivo retirar crianças e adolescentes menores  de 16 anos de idade envolvidos em situações de trabalho considerado infantil.
Este programa gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza, é desenvolvido em parceria com os diversos setores dos governos estaduais, municipais e sociedade civil, visando garantir que o PETI chegue as todas as crianças que trabalham.
Pode ser inserido famílias que tenham filhos de 7 a 15 anos trabalhando nesse tipo de atividade. Devem ser priorizadas as famílias que vivem em situação de extrema pobreza.
A participação no PETI está condicionada a freqüência mínima da criança e do adolescente na escola e nas ações sócio educativas e de convivência no percentual mínimo de 85% da carga horária mensal. 
     
CRIANÇAS E ADOLESCENTES BENEFICIADAS DEVEM FREQUENTAR A ESCOLA E A JORNADA AMPLIADA

Apesar do Programa visar a retirada das crianças e dos adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante, o alvo de atenção é a família, que deve ser trabalhada por meio de ações sócio educativas e de geração de trabalho e renda que contribuam para o seu processo de emancipação, para sua promoção e inclusão social, tornando-as protagonistas de seu próprio desenvolvimento social.

NA AREA URBANA E RURAL  A BOLSA DO PETI É R$ 25,00

A família pode receber a quantidade de bolsas correspondente ao número de filhos de menores de 16 anos que forem efetivamente retirados do trabalho, ou seja, não há limite fixo de bolsas por família.
Famílias que tiverem  menores de 16 anos envolvidos em trabalho infantil e que ainda não tenham sido contemplado pelo PETI, podem procurar o setor responsável pelo Bolsa Família da Prefeitura Municipal aqui de Jussari para inscrição no Cadastro Único das Famílias.
Mais informação sobre o PETI pelo telefone 0800 707 2003.
                FISCALIZAR A EXECUÇÃO DO PETI É O GRANDE CAMINHO PARA GARANTIR QUE ELE  SEJA CUMPRIDO 100%

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Dia da Consciência Negra

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História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. 
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
Quem foi Zumbi e realizações
Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.

Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra. 
História dos quilombos
No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas.
Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses (1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.
Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares. No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos. Estes, também conhecidos como quilombolas, costumavam pegar alimentos às escondidas das plantações e dos engenhos existentes em regiões próximas; situação que incomodava os habitantes.
Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de Pernambuco, sendo que este último contou com os ser­viços do bandeirante Domingos Jorge Velho.
A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.
Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.
Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses, espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-os a venda de forma desumana e cruel por toda a região da América.
Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães-de-mato que perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dos Palmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicação e idéias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatos ligados a este assunto. 
Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História.  
Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Grécia e Roma foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos; contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram a chance de comprar sua liberdade.  
Escravidão no Brasil
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura
A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.   
FONTE: SUA PESQUISA.COM



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Enfeites de Natal naturais e reciclados

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Que árvore meiga... foi feita com galhos secos. Os enfeites são de caixa de ovo, papel impresso, pau de canela.
A outra tem enfeites feitos de fundos e tampinhas de garrafa pet, além de copinhos descartáveis.
Você também pode usar os papeis de presente do ano passado para fazer essas bolinhas de Natal.
FONTE: WWW.CICLICCA.BLOGSPOT.COM

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Era Lula cria mais empregos que governos FHC, Itamar, Collor e Sarney juntos

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Há oito anos, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito para seu primeiro mandato, as pesquisas de opinião mostraram que o desemprego e a fome eram as maiores preocupações dos brasileiros. Chegando ao fim do governo mais popular da história recente, um novo levantamento, feito em setembro pelo instituto Datafolha, mostrou que os dois maiores tormentos agora são a saúde e a segurança.
Sinal dos tempos, a campanha presidencial de 2010 quase deixou o tema emprego passar em branco. Enquanto o Lula candidato prometia a geração de 10 milhões de vagas formais, a presidente eleita, Dilma Rousseff, fez questão de não fixar qualquer meta. Segundo o ministro Carlos Lupi, do Trabalho, que participou do programa de governo de Dilma na área, a ausência foi proposital. ”Ela não precisou e nem precisa prometer porque já está fazendo. O governo da Dilma é o da continuidade”.
De acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que registra todas as contratações e demissões de empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), pelo regime estatutário, dos servidores públicos, além dos trabalhadores temporários e avulsos, a expansão durante o governo Lula é incontestável. De 2003 até setembro de 2010 foram criados 14.725.039 empregos. Isso dá a Lula uma média de 1,8 milhão de postos de trabalho por cada ano de seu governo.
A comparação com os governos anteriores é quase injusta. Fernando Henrique Cardoso criou 5.016.672 empregos em seus oito anos de mandato, uma média de 627 mil. Itamar Franco, que governou de 1993 a 1994, gerou 1.394.398 postos – média de 697 mil. José Sarney, em seus cinco anos como presidente, criou 3.994.437 empregos, marcando a segunda melhor média (998 mil) dos últimos 30 anos. Fernando Collor, por sua vez, deixou o governo com a extinção de mais de 2,2 milhões de postos de trabalho.
Os 14,7 milhões de empregos gerados nos oito anos do governo Lula até setembro deste ano, portanto, superam a soma dos empregos gerados nos governos FHC, Itamar, e Sarney, que juntos são 10,4 milhões em 15 anos. Isso sem contar com o fechamento de 2,2 milhões de vagas durante os três anos do governo Collor, o que daria um saldo de 8,2 milhões de empregos em 18 anos.
Propostas de Dilma
Em seu programa de governo, a presidente eleita afirma que vai trabalhar a questão do emprego em três frentes. A primeira, calcada na continuidade da geração, vem do seu próprio perfil de quem vê o Estado como grande indutor do crescimento econômico.
Para isso, como argumenta Lupi, vai investir ainda mais em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do programa Minha Casa, Minha Vida, e, principalmente, em projetos da Petrobras estimados em R$ 250 bilhões até 2014 – outros R$ 462 bilhões estão previstos pós-2014. “As ações estatais são a locomotiva do crescimento econômico e da geração de emprego. Há projetos gigantescos envolvendo o Comperj [Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro] que vão demandar investimentos em hotelaria, restaurantes e outros serviços. Isso tudo é emprego que não acaba mais”.
A segunda frente de Dilma é a ampliação de cursos técnicos para todos os municípios com mais de 50 mil habitantes. Nesse ponto, os números estão a seu favor. Desde 2003, foram abertas 214 novas escolas profissionalizantes, com a oferta de 500 mil matrículas. Ainda nessa frente, há o programa Próximo Passo, que pretende qualificar, entre os beneficiários do Bolsa Família, 145 mil trabalhadores na área da construção civil e 25 mil na área de turismo e hotelaria.
O terceiro nicho de geração de empregos talvez seja o mais importante. De acordo com projeção do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), os pequenos empresários serão responsáveis por quase 80% de todas as vagas criadas em 2010. Dilma afirma, em seu programa de governo, que fará políticas especiais tributárias, de crédito, qualificação profissional e suporte tecnológico para ampliar o setor.
Para o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Márcio Pochmann, tudo leva a crer que o caminho seja realmente esse. Apostar em milagres, como já foi comprovado pela história recente brasileira, não é saudável. ”Muito já foi feito no sentido de criar falsos processos de geração sustentável de emprego. Investir nas micro e pequenas empresas e, ao mesmo tempo, estimular o restante da economia por meio de ações estatais é uma saída viável. Mas não há melhor indicativo de sustentabilidade do que 28 milhões de brasileiros saindo da pobreza e tendo apoio do Estado para buscar um emprego digno”.

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PETI( PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANIL )

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O QUE É O PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL (PETI)?
É um Programa do Governo Federal que tem como objetivo retirar crianças e adolescentes de 7 a 15 anos de idade do trabalho considerado perigoso, penoso, insalubre ou degradante, ou seja, daquele trabalho que coloca em risco sua saúde e sua segurança.
QUAIS OS OBJETIVOS DO PROGRAMA?
• Retirar crianças e adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante;
• Possibilitar o acesso, a permanência e o bom desempenho de crianças e adolescentes na escola;
• Fomentar e incentivar a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por meio de atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer no período complementar ao da escola, ou seja, na jornada ampliada;
• Proporcionar apoio e orientação às famílias por meio da oferta de ações socioeducativas;
• Promover e implementar programas e projetos de geração de trabalho e renda para as famílias.

QUEM PODE SER INSERIDO NO PETI?
Famílias que tenham filhos de 7 a 15 anos trabalhando em atividades perigosas, penosas, insalubres e degradantes. Devem ser priorizadas as famílias com renda per capita de até ½ salário mínimo, ou seja, aquelas que vivem em situação de extrema pobreza.
QUAIS AS ATIVIDADES CONSIDERADAS PERIGOSAS, PENOSOAS, INSALUBRES OU DEGRADANTES?
• Na área urbana:comércio em feiras e ambulantes;
• lixões;
• engraxates, flanelinhas;
• distribuição e venda de jornais e revistas;
• comércio de drogas.
• Na área rural:
• culturas de sisal, algodão e fumo;
• horticultura;
• cultura de laranja e de outras frutas;
• cultura de coco e outros vegetais;
• pedreiras e garimpos;
• salinas, cerâmicas, olarias;
• madeireiras, marcenarias;
            • tecelagem; 
• fabricação de farinha e outros cereais;
• pesca;
• cultura da cana-de-açúcar;
• carvoaria;
• cultura do fumo.
• Para fins de atendimento no PETI, são consideradas atividades perigosas, penosas, insalubres ou degradantes aquelas que compõem a Portaria Nº 20, de 13 de setembro de 2001, do Ministério do Trabalho e Emprego e a Convenção nº 182 da Organização Internacional do Trabalho - OIT.

EM QUE CONSISTE O PETI?
A família que for inserida no PETI recebe uma bolsa mensal para cada filho com idade de 7 a 15 anos que for retirado do trabalho. Para isso, as crianças e os adolescentes devem estar freqüentando a escola e a jornada ampliada, ou seja, em um período eles devem ir para a escola e no outro, participar das ações realizadas na jornada ampliada, onde terão reforço escolar e atividades esportivas, culturais, artísticas e de lazer.
POR QUE A CENTRALIDADE NA FAMÍLIA?
Apesar de o Programa visar a retirada das crianças e dos adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante, o alvo de atenção é a família, que deve ser trabalhada por meio de ações socioeducativas e de geração de trabalho e renda que contribuam para o seu processo de emancipação, para sua promoção e inclusão social, tornando-as protagonistas de seu próprio desenvolvimento social.
QUAL O TEMPO DE PERMANÊNCIA DA FAMÍLIA NO PETI?
A família pode permanecer no Programa pelo prazo máximo de quatro anos, contados a partir de sua inserção em programas e projetos de geração de trabalho e renda.
QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA A PERMANÊNCIA DA FAMÍLIA NO PROGRAMA?
• Retirada de todos os filhos menores de 16 anos de atividades laborais;
• Manutenção de todos os filhos na faixa etária de 7 a 15 anos na escola;
• Apoio à manutenção dos filhos nas atividades da jornada ampliada;
• Participação nas atividades socioeducativas;
• Participação em programas e projetos de qualificação profissional e de geração de trabalho e renda oferecidos.

COM QUE RECURSOS O PETI É FINANCIADO?
O programa é financiado com recursos do Fundo Nacional de Assistência Social, com co-financiamento de estados e municípios, podendo contar, ainda, com a participação financeira da iniciativa privada e da sociedade civil.
A BOLSA CRIANÇA CIDADÃ
QUAIS SÃO OS VALORES DA BOLSA?
Na área rural, o valor da bolsa é de R$ 25,00 por criança e adolescente de 7 a 15 anos que for efetivamente retirado do trabalho perigoso, penoso, insalubre ou degradante.
Na área urbana, o valor da bolsa é de R$ 40,00 por criança e adolescente de 7 a 15 anos que efetivamente for retirado do trabalho. Esse valor pode ser adotado apenas nas capitais, regiões metropolitanas e municípios com mais de 250.000 habitantes. Nos demais municípios, o valor da bolsa é de R$ 25,00 per capita.
COMO AS BOLSAS SÃO PAGAS ÀS FAMÍLIAS? QUEM É O RESPOSNÁVEL PELO PAGAMENTO?
Com a implantação do Cadastramento Único, o pagamento das bolsas passa a ser realizado diretamente para as famílias, por meio do Cartão do Cidadão.
Desta forma, os custos para pagamento das bolsas às famílias é de responsabilidade da SEAS/MPAS, por intermédio do agente operador, que é a Caixa Econômica Federal.
QUANTAS BOLSAS UMA FAMÍLIA PODE RECEBER?
A família pode receber a quantidade de bolsas correspondente ao número de filhos de 7 a 15 anos que forem efetivamente retirados do trabalho, ou seja, não há limite fixo de bolsas por família.
Exemplo: se uma família tem 5 filhos com idades de 7 a 15 anos e todos realmente trabalham, ela deve receber 5 bolsas. No caso em que dos 5 filhos apenas 4 trabalham, ela deve receber 4 bolsas; se 3 trabalham, ela deve receber 3 bolsas e assim sucessivamente.
Independente do número de bolsas que a família receba, ela tem de assumir o compromisso de retirar do trabalho todos os filhos menores de 16 anos.
QUANDO AS BOLSAS SÃO PAGAS ÀS FAMÍLIAS?
O pagamento é mensal e para o recebimento da bolsa, as famílias devem observar o calendário de pagamentos, cujas datas são estabelecidas conforme o último número do Cartão.
O saque correspondente ao valor da bolsa poderá ser realizado em qualquer agência ou posto de atendimento da Caixa Econômica Federal, em Casas Lotéricas, em Caixas Eletrônicos, no Caixa Aqui ou Postos Autorizados.
QUAIS SÃO AS EXIGÊNCIAS PARA O PAGAMENTO DAS BOLSAS ÀS FAMÍLIAS?
A família pode receber a(s) bolsa(s) somente se os filhos inseridos no Programa tiverem a freqüência mensal mínima de 75% na escola e na jornada ampliada, podendo ser adotado um percentual maior, a critério da área de educação.
EM QUE SITUAÇÕES PODE HAVER A SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO PAGAMENTO DA BOLSA À FAMÍLIA?

No mês em que um ou mais filhos não obtiverem a freqüência mínima exigida e não houver nenhuma justificativa para isto, será suspenso, naquele mês, o pagamento da(s) bolsa(s) à família. No mês seguinte, caso a freqüência dos filhos seja regularizada, a família volta a recebê-la(s).
Quando a família não cumprir seus compromissos junto ao Programa em um determinado mês, o pagamento da bolsa também pode ser suspenso.
No caso de suspensão temporária do pagamento da bolsa, o trabalho com a família deve ser reforçado no sentido de sensibilizá-la para a necessidade da permanência e da freqüência mínima das crianças e dos adolescentes na escola e na jornada ampliada, bem como para melhor acompanhamento socioeducativo da mesma.
NO CASO DE DESLIGAMENTO PERMANENTE DE UMA FAMÍLIA, O MUNICÍPIO PODE INCLUIR OUTRA EM SEU LUGAR?
Sim, de forma organizada e controlada, desde que a família tenha sido inserida no sistema do cadastramento único e, preencha os requisitos exigidos pelo Programa.
A substituição de crianças e famílias no PETI seguirá normas e orientações estabelecidas pela SEAS/MPAS.
COMO E QUANDO A FAMÍLIA PODE SER DESLIGADA DO PROGRAMA?
• Quando o filho completar 16 anos;
• Quando não participar de atividades socioeducativas e de geração de emprego e renda oferecidas;
• Quando a família atingir o limite máximo de quatro anos no Programa, contados a partir da sua inserção em programas e projetos de geração de renda;
• Quando mudar de município;
• Quando não cumprir suas obrigações perante o Programa.

O QUE É O CARTÃO DA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL?
É uma iniciativa do Governo Federal que tem por objetivo realizar o pagamento das bolsas do PETI e de outros programas diretamente às famílias por meio de cartão bancário, tornando mais ágil o procedimento de repasse de recursos. Isso permitirá à família o recebimento de vários benefícios com um único cartão.

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